Podeis beber do meu cálice?



“E aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. E ele lhes disse: Que quereis que vos faça? E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?” Marcos 10.35-38


Como imaginamos o nosso trabalhar com Deus, nosso ministério para com Ele? Muitas vezes precisaremos na nossa trajetória ministerial, bebermos alguns ‘cálices’.


Certa feita peguei minha esposa sem alegria, entrando num estado depressivo. Ela não tinha mais desejo de ir à igreja e vindo de uma mulher tão alegre, disposta, dinâmica, temente ao Senhor, aquilo era assustador.


Pedi ajuda a Deus e Ele me disse: “Você é meu filho, me serve, mas está preparado para tomar do meu cálice?” O que exige beber o ‘cálice’?


Beber do cálice exige: erguer o cálice


Se o beber o cálice é assumir o chamado, precisamos erguê-lo, segurá-lo. Não podemos querer apenas os benefícios da obra de Deus, mas o cálice também. Erguer o cálice é assumir o ministério. Se eu ergo o cálice, eu dou visibilidade para aquilo pelo qual Deus me chamou.


Muitos sabem para o quê foram chamados, mas, têm medo de erguer o ‘cálice’.


- Um dos ‘cálices’ que Jesus tomou foi a traição de Judas


Não conte no ministério apenas com a lealdade. Não espere apenas abraços, sorrisos, dedicação sincera. Muitas vezes somos surpreendidos com o gole amargo da traição.


Nunca desista frente às intempéries da vida, porque Jesus nunca desiste de você! Quem é ‘Judas’ para o tamanho da obra do calvário? Quem é ‘Judas’ para impedir que um filho de Deus cumpra seu ministério?


- Outro cálice que Jesus tomou foi a negação de Pedro


Há pessoas que um dia negarão que fomos bênção em suas vidas. Não abrace esperando outro abraço.


- O abandono na cruz foi mais um cálice que Jesus teve que tomar


Seus discípulos o abandonaram no calvário. Onde eles estavam? Uma das maiores dores que a alma humana é obrigada a sofrer é a dor do abandono e no ministério essa é uma dor que às vezes temos que beber. Não sofra pelos que foram embora, ame os que ficaram.


- A dúvida de Tomé foi também outro cálice a ser tomado por Cristo


Tomé viu tantos milagres de Jesus e ainda assim não acreditou que o Mestre tivesse ressurgido dentre os mortos.


Quantas vezes as pessoas nos conhecem, sabem quem somos e ainda assim colocam em ‘cheque’ a nossa índole?


Na cruz todos os que Jesus curou foram embora, Ele ficou sozinho, deram a ele vinagre para saciar sua sede. Mas Ele foi até o fim e consumou a obra que Deus o separou para fazer.


Só honramos ao Senhor quando fazemos o que Ele nos mandou fazer! Quando bebemos o ‘cálice’ inerente a essa obra.

Segure o ‘cálice’, erga o ‘cálice’ e o beba até o fim!


Pr. Estevam Fernandes

Edição: Renata S Santos (2015/Bhte-MG)



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